
“estava estendida uma faixa de letras toscas: PAZ NA TERRA, BOA VONTADE ENTRE OS HOMENS”.
A história, sabemos nós tem pelo menos 2 lados. A quem diga que são 3. Mas com alguma freqüência conhecemos apenas um deles. A história dos vencedores. É assim, por exemplo, com a 2º grande guerra mundial. Hoje odiamos o nome de Hitler, traçamos sua personalidade como algo maléfico, mas se os alemães tivessem ganhando como seria? O Renascimento é visto como um movimento de brilhantismo cultural, se opondo as trevas da Idade Média, com suas crenças e costumes atrasadas. Mas se a Igreja não tivesse perdido seu poder, como seria o mundo?

Notem por tanto, que a história não é neutra, ela trata na maioria das vezes o lado vencedor como sendo o melhor, como resultado de um processo evolutivo. Mas será que é realmente assim?

Dee Brown acaba com essa história em um livro fantástico que estou acompanhando. Enterrem meu Coração na Curva do Rio, a dramática história dos índios norte-americanos. Nesse livro o autor descreve o massacre dos índios sob o ponto de vista dos próprios índios. A Imagem do faroeste americano com uma terra de ouro, sem lei, de oportunidades, onde homens corajosos se aventuraram em busca de aventuras e riquezas cai por terra, dando origem a uma nova história de massacres, guerra, traição e muito sangue derramado.
“onde estão hoje os Pequots? Onde estão os Narragansetts, os Moicanos, os Pokanokets e muitas outras tribos poderosas de nosso povo? Desapareceram diante da avereza e da opresão do homem branco, como a neve diante de um sol de verão. Vamos nos deixar destruir por nossa vez, sem luta, renunciar a nossa casa, a nossa terra pelo Grande Espirito, aos túmulos de nossos mortos e a tudo que nos é caro e sagrado? Sei que vão gritar comigo: Nunca! Nunca! (TECUMSEH,dos Shawnees).
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